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Ondas de calor de 2026 deixaram 50 mil mortes em 854 cidades europeias

Pesquisadores do Imperial College London e da LSHTM estimam 50.391 mortes em excesso relacionadas ao calor no verão de 2026 em 854 cidades europeias, cerca de dois terços delas atribuíveis à mudança climática de origem humana.

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Foto: InfoMoney
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23/10 às 01:45, atualizado 10:33

Pontos principais

  • 50.391 mortes em excesso relacionadas ao calor entre junho e agosto de 2026, com intervalo de 95% entre 46.026 e 53.878.
  • 32.619 mortes (IC 95%: 26.078 a 38.237), cerca de dois terços do total, atribuídas à mudança climática de origem humana.
  • Estimativa limitada a 854 cidades de 30 países, com quase 173 milhões de habitantes; o total do continente não é estimado.
  • Itália (13.303 mortes), França (7.268) e Espanha (6.824) têm as maiores estimativas absolutas entre os países.
  • A faixa de 85 anos ou mais concentra 22.502 mortes em excesso.
  • Segundo o Copernicus, o verão foi o terceiro mais quente já registrado na Europa e o mais quente da história na Europa Ocidental.
  • Pelo mesmo método, o verão de 2022 teve 29.480 mortes em excesso e o de 2003, 28.462.

Pesquisadores do Imperial College London e da London School of Hygiene & Tropical Medicine estimam 50.391 mortes em excesso relacionadas ao calor entre junho e agosto de 2026 em 854 cidades de 30 países europeus. As cidades somam quase 173 milhões de habitantes, cerca de 40% da população desses países, e os autores afirmam que o total europeu seria maior, sem estimá-lo.

Cerca de dois terços dessas mortes, 32.619, são atribuídas à mudança climática de origem humana, na comparação com um cenário sem o aquecimento causado pelo homem. Os autores consideram essa estimativa conservadora, e dizem que o modelo pode subestimar a mortalidade do evento extremo de junho, marcado por alta umidade e temperaturas noturnas incomuns.

Pelo mesmo método, 2022 teve 29.480 mortes e 2003 teve 28.462, e os pesquisadores consideram provável que 2026 tenha sido o verão mais perigoso já registrado na Europa. As relações entre temperatura e mortalidade usam dados de 2000 a 2019 e não captam mudanças posteriores na vulnerabilidade ao calor, como saúde, adaptação e composição demográfica.

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