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Pentágono criou em abril agência secreta para sabotar tecnologias estrangeiras

Nos Estados Unidos, o Pentágono criou em abril a Technology Support Office (TSO), que reúne dois programas classificados de sabotagem de tecnologias estrangeiras, segundo a Politico, e nenhum alto funcionário a mencionou publicamente desde então.

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Foto: Yahoo
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22/10 às 10:31, atualizado 12:47

Pontos principais

  • O Departamento de Guerra registra memorando de 14 de abril de 2026, do vice-secretário de Guerra, que aprovou a criação da TSO e do cargo de diretor.
  • No registro histórico oficial, a TSO deve executar pesquisa e priorizar objetivos analíticos e de targeting para a inteligência de defesa; seu diretor responde ao subsecretário de Guerra para Inteligência e Segurança.
  • Segundo a Politico, a TSO foi montada reorganizando dois programas classificados que atuam em menor escala desde 2023.
  • Segundo a Politico, o trabalho inclui ferramentas de hacking e operações de engano para levar adversários a instalar componentes defeituosos em plataformas de armas estrangeiras.
  • Uma ex-autoridade de inteligência estima em mais de US$ 1,5 bilhão o orçamento para contratos classificados; não se sabe quanto foi alocado.
  • Grant Hundley, ex-oficial de operações especiais do Corpo de Fuzileiros, foi escolhido para dirigir a agência no verão de 2026, segundo a Politico.
  • Segundo uma autoridade atual, o Pentágono informou alguns funcionários do Congresso, mas só um pequeno número de assessores foi colocado a par do programa.

Nos Estados Unidos, o Pentágono criou em abril a Technology Support Office. O Departamento de Guerra, no registro histórico, não menciona sabotagem nem operações encobertas.

Segundo a Politico, a agência busca impedir que adversários desenvolvam tecnologias que ameacem as forças americanas, mas não tem autoridade legal para operar clandestinamente de forma direta. O porta-voz Jacob Bliss disse que a consulta "parece basear-se em informações que simplesmente não são verdadeiras".

Fontes primárias

Department of War (registro histórico do DoD)

Key Officials (Department of War) — verbete Technology Support Office

Technology Support Office criado com base na Seção 191 do Título 10 do U.S. Code, que autoriza o Secretário de Defesa a estabelecer agência para atividade de suprimento ou serviço. Memorando do Vice-Secretário de Guerra de 14 de abril de 2026 aprovou a criação da agência e do cargo de diretor. A TSO deve estabelecer, em coordenação com o Special Access Program Central Office, um portfólio de segurança comum para parcerias com componentes do Departamento e entidades externas; manter bases de dados de suporte comercial; executar P&D, testes e avaliação com o Subsecretário de Guerra para Pesquisa e Engenharia; priorizar objetivos analíticos e de targeting para a comunidade de inteligência de defesa; e entregar soluções de ponta a ponta (requisitos, análise agregada de risco, conceito de operações, planejamento de missão e aprovação). O diretor fica sob autoridade, direção e controle do Subsecretário de Guerra para Inteligência e Segurança. Na edição de 21/04/2026 o cargo de diretor aparece como vago. O texto não menciona sabotagem nem operações encobertas.

Politico (apuração exclusiva)

The Pentagon is quietly building an elite new tech sabotage agency

Reportagem baseada em 12 atuais e ex-autoridades de segurança nacional, todas sob anonimato. Segundo a apuração, a TSO foi criada em abril, por memorando assinado por Steve Feinberg em 14 de abril, reorganizando dois programas classificados de sabotagem tecnológica que operam em escala menor desde 2023. A agência busca 'comprar tempo ou impedir adversários de desenvolver tecnologias' que mais ameacem as forças americanas; seu trabalho inclui ferramentas de hacking e operações de engano que levem adversários a instalar componentes falhos em plataformas de armas estrangeiras. A reportagem diz que a TSO não tem autoridade legal para conduzir operações clandestinas diretamente. Orçamento para contratos classificados é estimado em mais de US$ 1,5 bi por uma fonte, sem confirmação oficial. Congresso foi informado de forma restrita. Resposta do porta-voz Jacob Bliss: a consulta 'parte de informações simplesmente não verdadeiras'. Os detalhes operacionais são classificados, segundo a reportagem, e a apuração não cita documento público que os comprove.

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