Nestlé deixa de consolidar operação na Rússia sob administração externa
A Nestlé deixou de consolidar a operação russa desde o fim de setembro, após decreto que a colocou sob administração externa, e baixou ativos líquidos de cerca de CHF 1,6 bilhão.
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22/10 às 05:01, atualizado 08:32
Pontos principais
- Decreto presidencial russo publicado em setembro de 2026 colocou as operações da Nestlé na Rússia sob administração externa temporária.
- A Nestlé mantém a propriedade legal dos ativos, mas diz que, no momento, não controla a gestão das operações.
- A operação deixou de ser consolidada nas demonstrações da companhia a partir do fim de setembro de 2026.
- A baixa de ativos líquidos somou cerca de CHF 1,6 bilhão.
- Um encargo não caixa de cerca de CHF 1,4 bilhão, ligado a ajustes cumulativos de conversão cambial, não afeta o patrimônio líquido total.
- A desconsolidação piora a dívida líquida do grupo em cerca de CHF 0,9 bilhão até o fim de 2026.
- Em base anualizada, a Rússia respondia por cerca de 2% das vendas e por 3% a 4% do UTOP e do fluxo de caixa livre.
- As vendas do terceiro trimestre de 2026, de CHF 22,8 bilhões e crescimento orgânico de 4,0%, não foram afetadas.
- A companhia manteve a projeção para 2026: crescimento orgânico de 3% a 4% e fluxo de caixa livre acima de CHF 9 bilhões.
A Nestlé informou que deixou de consolidar suas operações na Rússia a partir do fim de setembro de 2026. Um decreto presidencial russo publicado em setembro colocou o negócio sob administração externa temporária. A companhia segue como proprietária legal dos ativos, mas diz que, no momento, não controla a gestão.
Segundo a Nestlé, o encargo contábil não afeta o patrimônio líquido total, e o impacto nos resultados subjacentes de 2026 é limitado.
