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Rússia assume controle de operações da Nestlé e ações da empresa caem

O governo russo colocou a subsidiária da Nestlé sob administração externa, provocando queda nas ações da companhia e preocupação do governo suíço.

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Foto: Times Brasil
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18/09 às 05:31, atualizado 19/09 às 17:41

Pontos principais

  • O governo da Rússia decretou a transferência do controle da subsidiária da Nestlé para administradores externos.
  • A medida, oficializada por decreto presidencial, também atingiu as operações das varejistas Auchan e Lemano Pro.
  • As ações da Nestlé registraram queda de cerca de 2,6% na Bolsa de Valores da Suíça após o anúncio.
  • O governo suíço classificou a intervenção como preocupante e busca reverter a decisão por vias diplomáticas.
  • A Nestlé possui seis fábricas na Rússia e a medida pode gerar uma baixa contábil estimada em 1 bilhão de francos suíços.
  • O Kremlin justificou a ação como uma resposta ao apoio financeiro e militar de países considerados hostis à Ucrânia.
  • A intervenção utiliza um mecanismo legal de 2023 que já afetou empresas como Danone, Carlsberg e Fortum.

O governo da Rússia oficializou, por meio de um decreto presidencial, a transferência do controle das operações locais da Nestlé para administradores externos. A medida, que também impactou as divisões russas das varejistas Auchan e Lemano Pro, marca uma intensificação da pressão do Kremlin sobre ativos de empresas ocidentais que permanecem no país. Segundo o governo russo, a decisão foi motivada pelo apoio militar e financeiro fornecido por nações europeias, classificadas por Moscou como países hostis, à Ucrânia no conflito em curso.

Em reação ao anúncio, as ações da Nestlé registraram uma queda de aproximadamente 2,6% na Bolsa de Valores da Suíça. Analistas de mercado, incluindo especialistas do JPMorgan, apontam que a incerteza sobre a recuperação desses ativos é elevada, traçando paralelos com casos anteriores envolvendo companhias como Danone e Carlsberg. A empresa, que mantém seis fábricas em território russo, enfrenta agora o risco de uma baixa contábil que pode atingir a marca de 1 bilhão de francos suíços.

O governo da Suíça manifestou preocupação oficial com a administração forçada das operações da companhia, determinada em 17 de setembro. Em comunicado, o Departamento Federal de Assuntos Externos suíço informou que tem trabalhado em conjunto com a Nestlé nas últimas semanas, utilizando canais diplomáticos para tentar reverter a medida e garantir que a empresa possa apresentar sua posição às autoridades russas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que, até o momento, nenhuma decisão definitiva sobre o futuro dos ativos foi tomada além da imposição da gestão temporária pela empresa L.E.V. Management.

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