Crédito rural em Goiás cai 42% no início da safra 2026/2027
Desembolsos de crédito rural no estado de Goiás, no Brasil, caíram 42,18% entre julho e setembro de 2026, e a Faeg aponta que 27,6% da carteira ativa é saldo problemático, o que endurece a concessão de novos financiamentos.
Pontos principais
- Os desembolsos somaram R$ 5,049 bilhões de julho a setembro de 2026 (Plano Safra 2026/27, sem operações com CPRs), 42,18% abaixo dos R$ 8,733 bilhões do mesmo período da safra anterior.
- O número de contratos caiu 29,70%, para 9.845.
- Entre os demais produtores da agricultura empresarial, a queda foi de 45,15%; no Pronamp, de 37,30%; no Pronaf, de 18,72%.
- Por finalidade, o custeio recuou 45,16% e os investimentos, 37,48%; a comercialização subiu 48,14%, de R$ 571,6 milhões para R$ 846,8 milhões.
- Em agosto de 2026, a carteira ativa de crédito rural em Goiás somava R$ 78,841 bilhões, dos quais R$ 21,749 bilhões (27,6%) eram saldo problemático.
- A Faeg aponta o aumento desse saldo como um dos fatores da queda, por elevar o risco para as instituições financeiras e tornar mais rigorosos os critérios de concessão.
Os desembolsos de crédito rural no estado de Goiás, no Brasil, somaram R$ 5,049 bilhões entre julho e setembro de 2026, sem as operações com Cédulas de Produto Rural (CPRs). Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), com dados do Banco Central, o volume ficou 42,18% abaixo dos R$ 8,733 bilhões do mesmo período da safra anterior, e o número de contratos caiu 29,70%, para 9.845.
A retração atinge todas as categorias de produtores e três das quatro finalidades. Entre os demais produtores da agricultura empresarial, a queda foi de 45,15%, seguida pelo Pronamp (37,30%) e pelo Pronaf (18,72%). Por finalidade, o custeio recuou 45,16% e os investimentos, 37,48%, enquanto a comercialização subiu 48,14%.
Em agosto de 2026, a carteira ativa de crédito rural no estado somava R$ 78,841 bilhões, e 27,6% desse total (R$ 21,749 bilhões) era saldo problemático. Esse saldo inclui operações renegociadas, que passaram de R$ 4,72 bilhões em agosto de 2025 para R$ 10,833 bilhões, além de inadimplentes há mais de 90 dias (R$ 6,977 bilhões). A Faeg aponta o aumento desse saldo como um dos fatores da queda, e afirma que nem todo saldo problemático é inadimplência.
