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Pedidos de recuperação judicial no agro caem 20,7% no 2º trimestre

O agronegócio brasileiro registrou 448 solicitações de recuperação judicial entre abril e junho de 2026, interrompendo uma sequência de três anos de alta.

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Foto: Forbes Brasil
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19/10 às 05:31, atualizado 13:33

Pontos principais

  • O número de pedidos caiu 20,7% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025.
  • O total de solicitações no período foi de 448, frente aos 565 registros contabilizados no ano anterior.
  • Mato Grosso liderou o ranking estadual com 107 pedidos, seguido por Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
  • Produtores rurais pessoas físicas concentraram 197 pedidos, enquanto pessoas jurídicas registraram queda de 34,2%.
  • O cultivo de soja foi a atividade com maior concentração de solicitações, totalizando 70 registros.
  • A Serasa Experian ressalta que a queda não reflete necessariamente uma melhora estrutural na saúde financeira do setor.
  • O ambiente econômico do agronegócio permanece desafiador, marcado por custos elevados e restrições na oferta de crédito.

O agronegócio brasileiro apresentou uma redução significativa nos pedidos de recuperação judicial durante o segundo trimestre de 2026. Segundo dados divulgados pela Serasa Experian, foram contabilizadas 448 solicitações entre abril e junho, o que representa uma queda de 20,7% em relação aos 565 pedidos registrados no mesmo período de 2025. Este resultado interrompe uma trajetória de crescimento observada nos segundos trimestres dos últimos três anos.

No recorte estadual, o Mato Grosso ocupou a primeira posição do levantamento, com 107 pedidos, seguido por Goiás, com 84, e São Paulo, com 72. Entre as categorias de solicitantes, os produtores rurais pessoas físicas somaram 197 pedidos, enquanto as pessoas jurídicas apresentaram uma retração mais acentuada, com queda de 34,2% no volume de solicitações. O cultivo de soja foi identificado como a atividade com maior incidência de pedidos, totalizando 70 casos.

Apesar da queda nos números, a Serasa Experian recomenda cautela na interpretação dos dados. A entidade aponta que a redução pode estar atrelada a fatores sazonais e a processos de renegociação com credores, mas não indica, por si só, uma superação das dificuldades financeiras enfrentadas pelos produtores. O setor continua a operar sob um cenário de custos elevados, endividamento e acesso seletivo ao crédito, mantendo o ambiente de negócios sob pressão.

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