Ações da Moderna e Merck caem após divulgação de dados de vacina contra melanoma
A Merck e a Moderna informam que a vacina intismeran autogene, combinada ao Keytruda, reduziu em 42% o risco de recorrência ou morte em melanoma estágio IIB a IV, enquanto as ações das duas empresas caíram na quinta-feira.
Pontos principais
- As ações da Moderna caíram até 25% na quinta-feira.
- A análise primária da fase 3 INTerpath-001 incluiu 1.137 pacientes com melanoma estágio IIB a IV totalmente ressecado, randomizados na proporção de 2 para 1.
- Risco de recorrência ou morte 42% menor com a vacina mais Keytruda (HR 0,58; IC95% 0,45 a 0,75; p<0,001).
- Nos primeiros seis meses não há diferença entre os braços (HR 0,99); a redução de 58% aparece na análise pré-especificada após esse período (HR 0,42).
- Sobrevida livre de recorrência em dois anos: 82,2% com a vacina e 70,0% só com Keytruda.
- Sobrevida global ainda não madura; as empresas citam tendência favorável, sem números.
- Eventos adversos relacionados ao tratamento: 95,8% com a vacina e 90,0% só com Keytruda; as empresas dizem não ter visto novos sinais de segurança.
- Merck e Moderna dizem estar em diálogo com autoridades regulatórias, sem citar agência, pedido ou prazo.
- Resultados serão apresentados no ESMO 2026 e aceitos para publicação no New England Journal of Medicine.
As ações da Moderna e da Merck caíram na quinta-feira, nos Estados Unidos. As duas empresas divulgaram os resultados da fase 3 INTerpath-001, estudo global que randomizou 1.137 pacientes com melanoma cutâneo estágio IIB a IV totalmente ressecado entre a vacina personalizada intismeran autogene mais Keytruda e Keytruda com placebo.
Segundo a Merck e a Moderna, a combinação reduziu em 42% o risco de recorrência ou morte em relação ao Keytruda isolado, com seguimento mediano de 24,6 meses. Nos primeiros seis meses, porém, as curvas não se separaram; a redução de 58% aparece apenas na análise pré-especificada posterior a esse período.
A sobrevida global ainda não é madura, e as empresas citam apenas uma tendência favorável. Eventos adversos de grau 3 a 5 relacionados ao tratamento ocorreram em 14,2% dos pacientes com a vacina e em 13,4% no braço só com Keytruda. A vacina segue investigacional, e as empresas dizem estar em diálogo com autoridades regulatórias, sem citar agência nem prazo.
