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Ações da Moderna sobem 177% após sucesso de vacina contra melanoma

Vacina personalizada de mRNA da Moderna e Merck reduz recorrência do melanoma em testes de fase 3, impulsionando as ações das farmacêuticas no mercado.

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Foto: G1 - Economia
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19/08 às 09:32, atualizado 20/08 às 07:55

Pontos principais

  • As ações da Moderna registraram valorização de 177%, enquanto os papéis da Merck subiram quase 13% após o anúncio.
  • O imunizante experimental, intismeran autogene, é desenvolvido em parceria com a Merck e utiliza tecnologia de mRNA.
  • A terapia é personalizada para cada paciente, utilizando algoritmos para identificar mutações específicas no tumor.
  • O estudo clínico de fase 3, INTerpath-001, contou com a participação de 1.137 pacientes com melanoma nos estágios IIB a IV.
  • A vacina, administrada com o imunoterápico Keytruda, reduziu o risco de recorrência e metástase após remoção cirúrgica.
  • Este é o primeiro ensaio clínico de estágio final com resultado positivo para uma terapia contra o câncer baseada em RNA mensageiro.
  • O melanoma é uma das formas mais letais de câncer de pele, com alta incidência anual nos Estados Unidos.
  • Moderna e Merck planejam submeter os dados a órgãos reguladores, com expectativa de disponibilidade clínica a partir de 2027.

As ações da Moderna registraram uma valorização expressiva de 177% no mercado financeiro após a divulgação de resultados positivos em um estudo de fase 3 de uma vacina experimental contra o melanoma. O imunizante, denominado intismeran autogene, foi desenvolvido em uma parceria estratégica com a farmacêutica Merck e utiliza a tecnologia de mRNA para criar uma terapia personalizada de neoantígenos, desenhada especificamente para combater as mutações genéticas do tumor de cada paciente. A Merck também observou uma alta de quase 13% em suas ações, refletindo o otimismo dos investidores com o avanço da biotecnologia no tratamento oncológico. O estudo clínico, batizado de INTerpath-001, envolveu 1.137 pacientes diagnosticados com melanoma nos estágios IIB a IV. Os resultados indicaram que a vacina, quando administrada em conjunto com o imunoterápico Keytruda, da Merck, foi significativamente mais eficaz em reduzir o risco de recorrência da doença e a disseminação de metástases do que a imunoterapia isolada. Este marco é considerado um avanço relevante na oncologia, sendo o primeiro resultado positivo em um ensaio clínico de estágio final para uma vacina de mRNA contra o câncer, renovando as expectativas sobre o potencial dessa plataforma tecnológica para outras patologias. Especialistas da área médica destacam que, embora os resultados sejam promissores, o tratamento ainda deve passar por etapas rigorosas de validação antes de ser incorporado à prática clínica. O melanoma é classificado como uma das formas mais agressivas e letais de câncer de pele, com estimativas que apontam milhares de novos casos e mortes anuais apenas nos Estados Unidos. A eficácia demonstrada no estudo oferece uma nova perspectiva terapêutica para pacientes de alto risco que já passaram por procedimentos cirúrgicos. As empresas envolvidas confirmaram que pretendem apresentar os dados completos em um congresso de oncologia de relevância internacional nos próximos meses. Paralelamente, Moderna e Merck iniciaram os preparativos para discutir o pedido de aprovação com as autoridades regulatórias competentes. A expectativa das farmacêuticas é que, com o sucesso das etapas de validação, o tratamento possa ser disponibilizado aos pacientes a partir de 2027, marcando um passo importante na integração de terapias personalizadas de mRNA no combate ao câncer.

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