Relatório aponta que 87% dos conteúdos virais sobre saúde são falsos
Estudo da Agência Lupa revela que a maioria das informações virais de saúde circula via WhatsApp, utilizando frequentemente falsa autoridade médica.
Pontos principais
- A Agência Lupa analisou 764 materiais de saúde entre 2017 e 2026, classificando 87,3% como falsos.
- A estratégia de falsa autoridade médica é a mais frequente, aparecendo em 21,6% dos casos analisados.
- O WhatsApp é a principal plataforma de disseminação, concentrando mais de 70% das checagens realizadas.
- A desinformação sobre vacinas permanece em níveis superiores aos registrados antes da pandemia de 2020.
Um relatório da Agência Lupa, realizado com apoio da Afya, revelou que 87,3% dos conteúdos virais sobre saúde analisados entre 2017 e 2026 continham informações falsas. O estudo, que examinou 764 materiais, identificou que a estratégia de falsa autoridade médica é o método mais recorrente, sendo utilizada em 21,6% das publicações inverídicas. O WhatsApp foi apontado como o principal canal de disseminação, representando mais de 70% das checagens feitas pela agência.
O levantamento também destacou que, embora a desinformação sobre vacinas tenha recuado após o pico da pandemia, ela ainda se mantém em patamares elevados em comparação ao período anterior a 2020. Além disso, o relatório observou que figuras públicas foram mencionadas em 142 conteúdos analisados, embora a citação não signifique que essas personalidades tenham endossado as alegações falsas. O documento reforça a necessidade de cautela ao consumir informações de saúde em redes sociais.
