Um em cada cinco adultos toma decisões de saúde via redes sociais
Estudo do JAMA aponta que, apesar da desconfiança sobre a veracidade dos conteúdos, parcela significativa da população segue orientações online.
Pontos principais
- Mais de 20% dos adultos utilizam redes sociais para guiar decisões sobre sua saúde.
- Cerca de 80% dos usuários reconhecem que as informações de saúde nas plataformas podem ser falsas ou enganosas.
- A prática é mais prevalente entre pessoas com mais de 65 anos e a população latina.
- O mercado de conteúdo de saúde em redes sociais deve atingir US$ 1,27 bilhão em 2026.
- A proliferação de inteligência artificial e a falta de fiscalização dificultam a identificação de conselhos tendenciosos.
Um estudo recente publicado no periódico JAMA revelou um comportamento preocupante: um em cada cinco adultos toma decisões médicas baseadas em conteúdos encontrados em redes sociais. O dado chama a atenção especialmente porque cerca de 80% desses usuários admitem que consideram as informações disponíveis nessas plataformas como falsas ou enganosas. A tendência é mais acentuada entre o público com mais de 65 anos e a comunidade latina, grupos que frequentemente buscam orientações rápidas na internet. Com um mercado de conteúdo de saúde avaliado em US$ 1,27 bilhão para 2026, o cenário torna-se um desafio de saúde pública. A falta de fiscalização rigorosa, somada ao uso crescente de inteligência artificial na criação de materiais, dificulta a distinção entre conselhos médicos baseados em evidências e informações tendenciosas, aumentando os riscos de desinformação para os pacientes.
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