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Emissões líquidas de gases do efeito estufa no Brasil caem ao menor nível desde 2012

O Brasil registrou 1,41 bilhão de toneladas líquidas de CO2 equivalente em 2025, uma redução de 9% impulsionada principalmente pela queda no desmatamento.

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Foto: Canal Rural
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21/10 às 12:02, atualizado 15:32

Pontos principais

  • As emissões líquidas nacionais atingiram o menor patamar desde 2012, totalizando 1,41 bilhão de toneladas de CO2 equivalente.
  • O setor de mudança de uso da terra registrou queda de 15% nas emissões brutas, sendo o principal fator para o resultado positivo.
  • As emissões brutas totais do país somaram 2,06 bilhões de toneladas, o menor volume registrado desde 2018.
  • A agropecuária manteve estabilidade, com 626,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente, uma variação de apenas -0,07% frente a 2024.
  • Dentro do setor agropecuário, a pecuária reduziu emissões em 1,68% devido ao abate recorde, enquanto a agricultura cresceu 6,45%.
  • O Brasil ficou 85 milhões de toneladas acima da meta climática estabelecida pela primeira Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2025.

O Brasil alcançou em 2025 o menor nível de emissões líquidas de gases do efeito estufa desde 2012, registrando 1,41 bilhão de toneladas de CO2 equivalente. O resultado representa uma queda de 9% em relação ao ano anterior e foi impulsionado, majoritariamente, pela redução do desmatamento e das emissões brutas no setor de mudança de uso da terra, que recuaram 15%. Apesar do desempenho positivo, o país ainda encerrou o período 85 milhões de toneladas acima da meta climática definida em sua primeira Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).

No setor agropecuário, que responde por uma parcela significativa das emissões nacionais, o cenário foi de estabilidade com um total de 626,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Enquanto a pecuária apresentou uma redução de 1,68% nas emissões, influenciada por um abate recorde de 42,94 milhões de bovinos, a agricultura registrou um aumento de 6,45%. Esse crescimento agrícola foi puxado pelo subsetor de solos manejados, que atingiu o maior volume de emissões da série histórica, refletindo a expansão da produção de grãos e da área cultivada no país.

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