Emissões de gases caem 16,7% em 2024, mas meta climática segue em risco
As emissões brutas de gases de efeito estufa no Brasil caíram 16,7% em 2024, impulsionadas pela redução do desmatamento, mas a meta climática para 2025 ainda está em risco.
Pontos principais
- As emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 16,7% em 2024, totalizando 2,145 bilhões de toneladas de CO2 equivalente.
- A queda é atribuída principalmente à diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, com as emissões por mudança de uso da terra recuando 32,5%.
- Incêndios florestais em 2024 atingiram o maior nível da série histórica, com 241 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
- Setores como energia, processos industriais e resíduos registraram aumento nas emissões, enquanto a agropecuária teve leve queda.
- O Brasil deve perder por pouco a meta de sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2025, exigindo medidas adicionais.
As emissões brutas de gases de efeito estufa no Brasil registraram uma queda de 16,7% em 2024, atingindo 2,145 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. Esta redução representa a segunda maior da série histórica desde 1990 e é atribuída principalmente à diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, onde as emissões por mudança de uso da terra recuaram 32,5%.
Apesar da melhora, a meta climática do país para 2025, estabelecida em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), ainda está em risco, conforme projeções do Observatório do Clima. Setores como energia, processos industriais e resíduos registraram aumento nas emissões, e os incêndios florestais em 2024 atingiram o maior nível histórico, com 241 milhões de toneladas de CO2 equivalente. O governo federal lançou o Plano Clima, que visa reduzir as emissões de CO2 entre 59% e 67% até 2035, com o objetivo de zerar as emissões de GEE até 2050.
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