Justiça Eleitoral nega transporte e apoio a indígenas no Amazonas
Pedido da Univaja para custear transporte e alimentação de indígenas no segundo turno foi negado por falta de recursos e perda de prazo legal.
Pontos principais
- A Justiça Eleitoral do Amazonas indeferiu o pedido de apoio logístico para 43 aldeias do Vale do Javari.
- A solicitação, feita pela Univaja, incluía o fornecimento de transporte, água e alimentação para o segundo turno.
- A juíza Dálethe Borges Messias justificou a decisão pela ausência de verbas e pela apresentação do pedido fora do prazo.
- Dados da Univaja indicam que a falha logística no primeiro turno causou uma abstenção de até 35% entre os eleitores indígenas.
A Justiça Eleitoral do Amazonas negou o pedido da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) para o fornecimento de transporte, água e alimentação aos eleitores da região no segundo turno. A solicitação visava garantir a participação de indígenas de 43 aldeias da Terra Indígena Vale do Javari, que enfrentam dificuldades geográficas para acessar os locais de votação.
A juíza Dálethe Borges Messias justificou o indeferimento alegando que o pedido foi protocolado fora do prazo legal e que o órgão não dispõe de recursos orçamentários para custear a operação. Segundo a Univaja, a ausência de suporte logístico no primeiro turno das eleições resultou em uma taxa de abstenção entre 30% e 35% na região, comprometendo o exercício do direito ao voto pelas comunidades locais.
