Protestos contra o custo de vida na França terminam em distúrbios e saques
Na França, Macron atribuiu os saques de sábado a grupos de ultraesquerda e a delinquentes e anunciou uma célula de crise para comerciantes atingidos.
Pontos principais
- Macron atribui a violência de sábado (17) a grupos de ultraesquerda e a delinquentes que se juntaram a eles.
- Segundo ele, várias centenas de policiais e gendarmes ficaram feridos.
- Macron fala em várias centenas de milhares de manifestantes com reivindicações legítimas, e os separa dos que quebraram e saquearam.
- Os protestos reuniam queixas sobre o custo de vida e o preço dos combustíveis, que Macron liga ao conflito no golfo Pérsico, do qual a França não participou.
- Macron cita o incêndio da prefeitura de Limoges e do escritório de turismo de Lyon, a invasão da prefeitura de Marselha e um ataque à residência do préfet (representante do Estado) em Bordeaux.
- Macron anunciou que o primeiro-ministro presidirá, a partir de segunda-feira (19), uma célula de crise para acelerar ajudas a comerciantes atingidos.
- O primeiro-ministro reunirá nos próximos dias estudantes, professores, sindicatos, organizações patronais, coletividades locais e parlamentares. A plataforma do Ministério da Educação recebeu mais de 100 mil contribuições.
- Os préfets, junto com os prefeitos, poderão proibir certas concentrações quando necessário para proteger cidades e prédios públicos.
- Macron viaja aos países do Golfo na segunda-feira para garantir o abastecimento de combustível e gás.
- O governo tomou decisões com distribuidores de combustível para que a redução de custos chegue aos preços.
- Macron diz que faltam seis meses para a eleição presidencial e pede que o debate aconteça em reuniões públicas, e não nas ruas.
Na França, o pronunciamento de Macron no domingo (18) atribuiu os distúrbios de sábado (17) a grupos de ultraesquerda e a delinquentes que se juntaram a eles. Segundo o presidente, comércios foram saqueados, prédios públicos e lojas foram atacados, alguns destruídos, e as forças de segurança enfrentaram uma violência sem precedentes em várias cidades.
Macron reconheceu que a inquietação com o custo de vida também aparece em outras capitais europeias. O discurso não fixa valores de ajuda aos comerciantes nem prazo para as investigações, que, segundo ele, devem correr com a maior rapidez possível.
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