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Protestos contra o custo de vida na França terminam em distúrbios e saques

Na França, Macron atribuiu os saques de sábado a grupos de ultraesquerda e a delinquentes e anunciou uma célula de crise para comerciantes atingidos.

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19/10 às 09:00, atualizado 12:06

Pontos principais

  • Macron atribui a violência de sábado (17) a grupos de ultraesquerda e a delinquentes que se juntaram a eles.
  • Segundo ele, várias centenas de policiais e gendarmes ficaram feridos.
  • Macron fala em várias centenas de milhares de manifestantes com reivindicações legítimas, e os separa dos que quebraram e saquearam.
  • Os protestos reuniam queixas sobre o custo de vida e o preço dos combustíveis, que Macron liga ao conflito no golfo Pérsico, do qual a França não participou.
  • Macron cita o incêndio da prefeitura de Limoges e do escritório de turismo de Lyon, a invasão da prefeitura de Marselha e um ataque à residência do préfet (representante do Estado) em Bordeaux.
  • Macron anunciou que o primeiro-ministro presidirá, a partir de segunda-feira (19), uma célula de crise para acelerar ajudas a comerciantes atingidos.
  • O primeiro-ministro reunirá nos próximos dias estudantes, professores, sindicatos, organizações patronais, coletividades locais e parlamentares. A plataforma do Ministério da Educação recebeu mais de 100 mil contribuições.
  • Os préfets, junto com os prefeitos, poderão proibir certas concentrações quando necessário para proteger cidades e prédios públicos.
  • Macron viaja aos países do Golfo na segunda-feira para garantir o abastecimento de combustível e gás.
  • O governo tomou decisões com distribuidores de combustível para que a redução de custos chegue aos preços.
  • Macron diz que faltam seis meses para a eleição presidencial e pede que o debate aconteça em reuniões públicas, e não nas ruas.

Na França, o pronunciamento de Macron no domingo (18) atribuiu os distúrbios de sábado (17) a grupos de ultraesquerda e a delinquentes que se juntaram a eles. Segundo o presidente, comércios foram saqueados, prédios públicos e lojas foram atacados, alguns destruídos, e as forças de segurança enfrentaram uma violência sem precedentes em várias cidades.

Macron reconheceu que a inquietação com o custo de vida também aparece em outras capitais europeias. O discurso não fixa valores de ajuda aos comerciantes nem prazo para as investigações, que, segundo ele, devem correr com a maior rapidez possível.

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