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Programa Mundial de Alimentos corta auxílio a 500 mil pessoas em Gaza

Por falta de recursos, o PMA reduz em um terço a assistência alimentar em Gaza, afetando 500 mil pessoas em meio ao impasse nas negociações de paz.

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Foto: G1 Mundo
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19/10 às 07:15, atualizado 09:45

Pontos principais

  • O PMA reduziu o atendimento em Gaza de 1,6 milhão para 1,1 milhão de pessoas neste mês.
  • As rações foram cortadas pela metade e a oferta de refeições quentes diárias caiu de 250 mil para 150 mil.
  • A escassez de financiamento é apontada como o principal motivo para a redução da assistência humanitária.
  • O anúncio ocorre em um cenário de estagnação nas negociações para um cessar-fogo na região.
  • A agência necessita de US$ 450 milhões para manter operações críticas até março de 2027.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou que a falta de recursos o obriga a reduzir em cerca de um terço sua assistência na Faixa de Gaza. A medida impacta diretamente 500 mil pessoas que perderão o acesso à ajuda crítica, enquanto a agência passa a atender 1,1 milhão de indivíduos, ante os 1,6 milhão assistidos no mês anterior. O corte afeta a distribuição de rações, que foram reduzidas pela metade, e a oferta de refeições quentes, que caiu de 250 mil para 150 mil unidades diárias.

Além da crise financeira, o cenário humanitário é agravado pela estagnação nas negociações para um cessar-fogo na região. A agência descreve a melhora recente na segurança alimentar como frágil e alerta que a falta de recursos pode reverter rapidamente os ganhos obtidos. Com a aproximação do inverno, o PMA reforça a necessidade urgente de US$ 450 milhões para sustentar operações de emergência, prevenir a desnutrição infantil e garantir o suporte básico às famílias palestinas até março de 2027.

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