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Programa Mundial de Alimentos corta ajuda em Gaza por falta de verbas

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) vai cortar a assistência a quase meio milhão de pessoas em Gaza nas próximas semanas, por falta de financiamento, segundo o diretor-executivo interino da agência, Carl Skau.

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Foto: BBC World
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18/10 às 18:31, atualizado 19/10 às 03:45

Pontos principais

  • O PMA alcança cerca de 2 milhões de pessoas por mês em Gaza, segundo Carl Skau.
  • Skau diz que o corte não se deve à queda das necessidades nem à dificuldade de levar alimentos, e sim à falta de financiamento.
  • Segundo a NPR, cerca de 1,4 milhão de pessoas, mais de dois terços da população de Gaza, enfrentam insegurança alimentar aguda em nível de crise.
  • Em um ponto de distribuição de refeições quentes, moradores disseram a Skau que comem uma vez por dia e não têm gás de cozinha nem verduras frescas.
  • Skau diz que a agência registra em média 50 incidentes de segurança por dia em Gaza, e que alguém foi morto na véspera de sua visita a um desses pontos.
  • Durante a visita de Skau, nenhuma carga comercial entrava em Gaza havia cinco dias, por divergência sobre tributação; caminhões comerciais começavam a circular.
  • Skau defende trocar parte da distribuição de comida por transferência de dinheiro em mercados que funcionem, por ser mais barata e dar às famílias a escolha do que comprar.
  • Antes do inverno, Skau pede abrigo e recuperação inicial, e aponta problemas de dupla utilização como obstáculo para a UNICEF restaurar água e saneamento.

Na Faixa de Gaza, o PMA vai reduzir a assistência nas próximas semanas. Carl Skau, diretor-executivo interino da agência, voltou de sua oitava viagem à região desde o início da guerra e diz que, um ano após o cessar-fogo, pouco mudou: não há serviços básicos, a destruição é massiva e a insegurança continua.

Segundo Skau, o progresso contra a fome é frágil e pode ser revertido. A agência prevê que o inverno aumente a necessidade de ajuda e de dinheiro para pagá-la, e Skau pede que doadores financiem a operação e que o plano de paz avance. Ele afirma que este não é momento de recuar.

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