Índia proíbe uso de açúcar para produção de etanol a partir de 2026
Governo indiano veta uso de açúcar para etanol em 2026/27 para conter inflação interna, provocando queda nas ações de empresas do setor.
Pontos principais
- O governo da Índia determinou a redução a zero do uso de açúcar para a fabricação de etanol no ciclo 2026/27.
- A restrição abrange o uso de caldo de cana, xarope de açúcar e melaço B-pesado na produção de biocombustível.
- A medida visa aumentar a oferta doméstica de açúcar e controlar a alta de preços observada no mercado interno.
- Ações de empresas como Balrampur Chini Mills e Triveni Engineering registraram quedas de até 6% após o anúncio.
O governo da Índia anunciou a proibição do uso de açúcar para a produção de etanol durante o ano de abastecimento 2026/27. A medida, que exclui o processamento de caldo de cana, xarope de açúcar e melaço B-pesado, tem como objetivo principal garantir a disponibilidade do alimento no mercado interno e conter a inflação, que superou 10% durante o período de festividades. A decisão reflete a preocupação das autoridades com a segurança alimentar frente a previsões de chuvas escassas e possíveis reduções na safra nacional.
Após o anúncio, o mercado financeiro reagiu negativamente, com as ações de grandes empresas do setor açucareiro, como Balrampur Chini Mills, EID Parry e Triveni Engineering, registrando quedas entre 2% e 6%. A prioridade do governo indiano em priorizar o consumo doméstico sobre a produção de biocombustíveis marca uma mudança estratégica que impacta diretamente a rentabilidade das companhias do setor nos próximos anos.
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