Preços globais do açúcar sobem 20% em 2026 com crise na oferta
O açúcar acumula alta de 20% no ano, superando o S&P 500, impulsionado por quebras de safra e desvios de produção no Brasil e na Ásia.
Pontos principais
- Preços do açúcar registraram alta mensal de 21,5% em agosto de 2026, a maior desde 2010.
- O El Niño e ondas de calor na Europa reduziram as estimativas globais de produção.
- No Brasil, maior exportador mundial, a cana-de-açúcar tem sido priorizada para a produção de etanol.
- A Índia autorizou a importação de 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção fiscal.
- Analistas do Citi elevaram a meta de preço da commodity na Intercontinental Exchange.
O mercado global de açúcar enfrenta um cenário de forte valorização em 2026, com o preço da commodity acumulando alta de 20% no ano e superando o desempenho do índice S&P 500. A escalada é motivada por uma combinação de condições climáticas adversas, incluindo o impacto do El Niño em países asiáticos e ondas de calor na Europa, que reduziram as expectativas de oferta global. Adicionalmente, o Brasil tem direcionado parte de sua produção de cana-de-açúcar para o etanol, reagindo aos patamares elevados dos preços do petróleo. A situação é crítica o suficiente para que a Índia, um dos maiores produtores mundiais, tenha autorizado a importação de 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos para garantir o abastecimento interno. Diante desse desequilíbrio entre oferta e demanda, analistas do Citi elevaram suas projeções, consolidando o açúcar como a commodity agrícola com maior potencial de alta no curto prazo.
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