Tribunal do Quênia prepara veredito sobre massacre da seita Shakahola
Líder religioso Paul Nthenge Mackenzie enfrenta 191 acusações após a morte de centenas de seguidores por inanição na floresta de Shakahola.
Pontos principais
- Paul Nthenge Mackenzie e 30 cúmplices respondem por 191 acusações, incluindo homicídio e terrorismo.
- Investigações localizaram 446 corpos na floresta, mas apenas 34 foram identificados via DNA.
- O governo queniano estabeleceu prazo até outubro para que famílias reclamem os restos mortais.
- Proposta de lei para regulamentar instituições religiosas enfrenta resistência do clero local.
O sistema judiciário do Quênia está próximo de concluir o julgamento de Paul Nthenge Mackenzie, líder da igreja Good News International, acusado de orquestrar a morte de centenas de seguidores por inanição na floresta de Shakahola. Três anos após a descoberta das valas comuns, Mackenzie e 30 coacusados enfrentam 191 acusações que incluem homicídio e terrorismo, crimes que o grupo nega ter cometido. O caso expôs falhas graves na fiscalização religiosa do país, levando o governo a propor um novo estatuto para o registro de instituições religiosas, medida que atualmente enfrenta impasses legislativos devido à oposição de líderes do clero.
Enquanto o veredito é aguardado, o processo de identificação das vítimas permanece um desafio logístico e emocional. Das 446 vítimas recuperadas, apenas 34 foram identificadas por exames de DNA, dificultando o encerramento do luto para as famílias. O Estado determinou que os restos mortais não reclamados até meados de outubro serão enterrados por autoridades públicas, encerrando um capítulo trágico que forçou o país a repensar a regulação de grupos religiosos.
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