Guiné Equatorial expande plano de combate à malária para o continente
Governo investirá US$ 116 milhões para replicar o sucesso do controle da malária da Ilha de Bioko em todo o território nacional.
Pontos principais
- O programa na Ilha de Bioko reduziu drasticamente infecções e mortes nas últimas duas décadas.
- O novo plano de expansão conta com um investimento de US$ 116 milhões.
- A estratégia inclui a vacinação de 300 mil crianças e o uso de drones para vigilância.
- O projeto avalia o uso de mosquitos geneticamente modificados para controle populacional.
- Desafios logísticos e fronteiras porosas com países vizinhos são pontos de atenção para especialistas.
A Guiné Equatorial anunciou a expansão de seu bem-sucedido programa de erradicação da malária, anteriormente restrito à Ilha de Bioko, para todo o seu território continental e para a ilha de Annobon. Com um aporte de US$ 116 milhões, a iniciativa busca replicar as estratégias de pulverização interna, uso de redes mosquiteiras e monitoramento de larvas que, ao longo de vinte anos, reduziram significativamente a incidência da doença na região insular com o apoio financeiro de empresas do setor de petróleo.
O plano de expansão contempla a vacinação de 300 mil crianças e a implementação de tecnologias avançadas, como drones para vigilância e a possível introdução de mosquitos geneticamente modificados. Especialistas, contudo, alertam para a complexidade da operação no continente, citando a necessidade de melhorias na infraestrutura de saúde e os riscos associados às fronteiras porosas com Camarões e Gabão, que podem dificultar o controle epidemiológico eficaz.
