Somália agenda eleições presidenciais para maio em meio a tensões
Comissão eleitoral define votação para 15 de maio, mas oposição contesta o processo e alerta para risco de instabilidade política e conflitos.
Pontos principais
- Eleições parlamentares foram marcadas para 15 de abril e a presidencial para 15 de maio.
- Oposição boicota emenda constitucional que estendeu mandatos e permitiu o período de transição.
- Líderes regionais criticam a tentativa de implementar eleições baseadas em partidos.
- O país enfrenta a insurgência do grupo militante al Shabaab, ligado à al Qaeda.
- Ex-presidentes alertam que a disputa pode resultar em eleições paralelas e violência civil.
A comissão eleitoral da Somália oficializou as datas para o próximo pleito, agendando as eleições parlamentares para 15 de abril e a votação presidencial para 15 de maio. O governo defende que o cronograma respeita a regra de mandato de cinco anos estabelecida após o início do período de transição em maio passado. No entanto, a medida enfrenta forte resistência de partidos de oposição, que boicotaram as emendas constitucionais que viabilizaram essas mudanças.
O cenário político permanece instável, com líderes regionais e ex-presidentes alertando que a tentativa de centralizar o poder através de eleições baseadas em partidos pode desencadear conflitos civis e votações paralelas. A situação é agravada pela persistente insurgência do grupo militante al Shabaab, que mantém ataques constantes no país. Confrontos entre forças federais e aliados da oposição já foram registrados ao longo do ano, elevando o temor de uma crise de segurança durante o processo eleitoral.
