Madagascar completa um ano de transição militar sem reformas prometidas
Um ano após a queda de Andry Rajoelina, o governo militar de Madagascar enfrenta críticas por não cumprir promessas de melhorias básicas.
Pontos principais
- Andry Rajoelina deixou o poder em 12 de outubro de 2025 após 18 dias de protestos.
- O coronel Michael Randrianirina lidera o governo de transição com promessa de eleições para 2027.
- Ativistas relatam que problemas como cortes de água e luz persistem no país.
- Uma nova constituição deve ser apresentada pelo governo militar em maio de 2027.
Um ano após a saída de Andry Rajoelina da presidência de Madagascar, o país vive um cenário de estagnação política e social. O ex-líder, que renunciou em 12 de outubro de 2025 após intensos protestos da Geração Z, reside atualmente em Dubai, enquanto a maioria de seus antigos aliados políticos se alinhou ao novo governo militar liderado pelo coronel Michael Randrianirina.
Apesar da promessa de uma transição democrática, ativistas locais denunciam que as demandas fundamentais da população, como o fim dos constantes cortes de água e energia, seguem sem solução. O governo de transição mantém o cronograma de apresentar uma nova constituição em maio de 2027, visando preparar o terreno para as eleições presidenciais previstas para o final daquele mesmo ano.
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