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Prefeitos franceses pedem reconhecimento de massacre de 1961

Cerca de 30 prefeitos franceses exigem que o Estado reconheça oficialmente o massacre de manifestantes argelinos ocorrido em Paris em 1961.

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Foto: RFI (EN)
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16/10 às 12:01

Pontos principais

  • O massacre ocorreu em 17 de outubro de 1961, durante a Guerra de Independência da Argélia.
  • Estimativas históricas apontam entre 100 e 200 mortos, muitos lançados ao Rio Sena.
  • O grupo de prefeitos solicita a inclusão da data no calendário oficial de cerimônias da França.
  • O pedido inclui maior acesso aos arquivos históricos e a implementação de iniciativas educacionais sobre o tema.

Cerca de 30 prefeitos franceses assinaram um apelo formal exigindo que o Estado reconheça como crime de Estado o massacre de manifestantes argelinos ocorrido em 17 de outubro de 1961, em Paris. O evento aconteceu durante a Guerra de Independência da Argélia, quando manifestantes desarmados protestavam contra um toque de recolher discriminatório. Embora o número oficial de mortos na época tenha sido registrado como apenas três, historiadores estimam que entre 100 e 200 pessoas foram assassinadas, com muitos corpos lançados ao Rio Sena.

Os signatários defendem a inclusão da data no calendário oficial de cerimônias do país, a criação de memoriais e a inclusão do episódio nos currículos escolares. A demanda reacende o debate político na França, onde o tema permanece divisivo: partidos de esquerda apoiam a medida como um passo necessário para a memória histórica, enquanto legendas de direita e extrema-direita se opõem ao reconhecimento oficial do massacre.

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