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Fundos de infraestrutura registram pior mês da história em setembro

O setor de FI-Infra enfrentou saídas líquidas de R$ 3,6 bilhões em setembro, pressionado pela abertura dos prêmios de risco das debêntures.

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Foto: InfoMoney
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15/10 às 05:15

Pontos principais

  • Os fundos de infraestrutura tiveram saídas líquidas de R$ 3,6 bilhões em setembro.
  • A maioria dos fundos, especialmente os hedgeados, apresentou retorno negativo no período.
  • O spread das debêntures incentivadas sobre títulos públicos subiu cerca de 0,40 ponto percentual.
  • O Bradesco BBI indicou que os prêmios de debêntures AAA atingiram o maior nível desde o final de 2024.
  • Gestores divergem se a correção atual representa uma oportunidade de entrada ou falta de atratividade.

O mercado de fundos de investimento em infraestrutura (FI-Infra) atravessou em setembro um dos períodos mais desafiadores de sua trajetória. O setor registrou saídas líquidas de R$ 3,6 bilhões, superando o volume de resgates observado em agosto. Esse movimento foi impulsionado pela abertura dos prêmios de risco das debêntures incentivadas, que subiram aproximadamente 0,40 ponto percentual em relação aos títulos públicos. Segundo dados do Bradesco BBI, os spreads de papéis com nota de crédito AAA alcançaram o patamar mais elevado desde o encerramento de 2024, pressionando negativamente o valor das cotas.

Apesar do cenário de desvalorização, o mercado mantém visões distintas sobre os próximos passos. Enquanto parte dos gestores avalia que o momento atual carece de prêmios suficientemente atrativos para justificar novos aportes, outros especialistas enxergam na recente correção uma janela estratégica de entrada. A volatilidade reflete a sensibilidade dos fundos às oscilações nas taxas de juros e ao aumento do risco percebido no mercado de crédito privado, mantendo os investidores em alerta quanto à rentabilidade futura dos ativos.

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