Emissões de debêntures incentivadas caem 97,5% em agosto no Brasil
A ANBIMA registra emissões de debêntures incentivadas de R$ 170 milhões em agosto de 2026, o menor volume mensal desde janeiro de 2019, enquanto o mercado secundário se mantém estável.
Pontos principais
- Em agosto, as emissões somaram R$ 170 milhões, queda de 97,5% ante os R$ 6,8 bilhões de julho e de 98,0% ante os R$ 8,5 bilhões de agosto de 2025.
- De janeiro a agosto, as emissões chegaram a R$ 72,8 bilhões, ante cerca de R$ 97,3 bilhões no mesmo período de 2025, recuo de cerca de 25,2%.
- Energia elétrica recebeu R$ 39,8 bilhões, cerca de 55% das emissões do ano até agosto, seguida por transporte e logística, com R$ 9,0 bilhões.
- Intermediários e demais participantes ligados à distribuição responderam por 60,9% do volume alocado no ano; fundos de investimento, por 32,0%, e pessoas físicas, por 2,5%.
- No secundário, o volume foi de R$ 28,3 bilhões em agosto (R$ 28,8 bilhões em julho e R$ 25,9 bilhões em agosto de 2025) e de R$ 276,0 bilhões no ano, alta de cerca de 22,3%.
- Entre os 20 primeiros de 6.382 papéis da tabela pública de precificação, com referência em 9 de outubro de 2026, os indexados ao IPCA com spread informado vão de −0,08 p.p. (ALUP18) a 4,07 p.p. (ASER12); AXIA28 está em 0,19 p.p.
A ANBIMA descreve agosto como um mês de menor abertura do mercado primário. A desaceleração observada desde o segundo trimestre se acentuou depois das captações mais elevadas do início do ano, em especial a de março, com R$ 21,5 bilhões. A instituição diz que só a evolução dos próximos meses mostrará se o recuo é pontual ou o aprofundamento da queda de 2026.
No mercado secundário, o volume ficou perto do de julho, e a ANBIMA lê a estabilidade como sinal de que os títulos já emitidos continuam encontrando espaço nas carteiras dos investidores. A tabela pública de precificação da ANBIMA, com referência em 9 de outubro de 2026, traz o spread de cada papel sobre a NTN-B de referência, e a base completa para download exige cadastro.
Fontes primárias
Debêntures - Precificação ANBIMA (referência 09/10/2026)
Base diária de precificação de debêntures da ANBIMA: por papel, traz taxa indicativa, PU, duration e o spread incentivado sem gross-up sobre a NTN-B de referência. Na tabela pública com data de referência 09/10/2026, os primeiros papéis indexados ao IPCA com spread informado vão de −0,08 p.p. (ALUP18) a 4,07 p.p. (ASER12), com AXIA28 em 0,19 p.p., BION17 em 2,51 p.p. e APPSA2 em 2,10 p.p. A base completa para download exige cadastro.
Agosto acentua desaceleração das emissões de debêntures incentivadas em 2026
Emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 170 milhões em agosto de 2026, menor volume mensal desde janeiro de 2019 e queda de 97,5% ante julho (R$ 6,8 bi). De janeiro a agosto, R$ 72,8 bi, ante cerca de R$ 97,3 bi no mesmo período de 2025 (−25,2%). Fundos de investimento responderam por 32,0% do volume alocado no ano. No mercado secundário, o volume foi de R$ 28,3 bi em agosto, próximo de julho (R$ 28,8 bi), e de R$ 276,0 bi no ano (+22,3%). A ANBIMA lê o resultado como menor abertura do mercado primário e diz que a evolução dos próximos meses dirá se é pontual ou aprofundamento.
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