Gestores reforçam seletividade no crédito privado brasileiro para 2026
Especialistas priorizam governança e análise de caixa para mitigar riscos de inadimplência em um cenário macroeconômico desafiador.
Pontos principais
- Gestores buscam maior rigor na análise de crédito após casos de default observados desde 2023.
- Crédito estruturado e FIDCs ganham espaço como alternativas para diversificação de portfólio.
- Estratégias variam entre empresas líderes de setor e companhias de médio porte com gestão sólida.
- O mercado de capitais brasileiro é visto com potencial de expansão para se tornar a principal fonte de financiamento corporativo.
Em meio a um cenário macroeconômico desafiador para 2026, gestores de grandes casas de investimento no Brasil estão redefinindo suas estratégias para o mercado de crédito privado. O foco central das operações tem sido a seletividade rigorosa, priorizando a análise detalhada da governança e da saúde do caixa das empresas para evitar riscos de inadimplência. O aprendizado acumulado com os casos de default registrados desde 2023 impulsionou a busca por estruturas mais robustas, com destaque para o crescimento de FIDCs e operações de crédito estruturado. Paralelamente, o mercado observa o desempenho de FIIs de papel, que seguem impulsionados pela Selic elevada, embora especialistas recomendem cautela e diversificação entre ativos indexados ao CDI e IPCA para proteger os investidores contra futuras oscilações na política monetária.
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