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Estudantes incendeiam Ministério da Educação em protestos na Albânia

Manifestações estudantis em Tirana escalaram para confrontos violentos com a polícia e o incêndio de prédios públicos, incluindo a sede do Ministério da Educação.

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Foto: G1 Mundo
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14/10 às 10:32, atualizado 18:03

Pontos principais

  • Protestos estudantis em Tirana, na Albânia, entraram no segundo dia consecutivo de confrontos.
  • O prédio do Ministério da Educação foi incendiado por manifestantes durante os distúrbios.
  • A polícia de choque utilizou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
  • Pelo menos 23 pessoas foram detidas, com relatos de seis policiais e um jornalista feridos.
  • Manifestantes exigem melhores condições universitárias, redução de custos e mais empregos.
  • O movimento se fundiu à 'Revolução Flamingo', que contesta projetos de luxo e pede a renúncia do premiê Edi Rama.

Manifestações estudantis em Tirana, capital da Albânia, escalaram para episódios de violência e destruição de patrimônio público pelo segundo dia consecutivo. Os protestos, que inicialmente focavam em reivindicações por melhores condições no ensino superior, custos educacionais e perspectivas de emprego, ganharam contornos políticos ao se unirem ao movimento conhecido como 'Revolução Flamingo'.

Durante os confrontos, o prédio do Ministério da Educação foi atingido por um incêndio, e agências bancárias também sofreram ataques. A polícia de choque respondeu à escalada da violência utilizando canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar os milhares de estudantes que montaram barricadas com lixeiras em chamas nas ruas da capital.

O clima de instabilidade reflete uma insatisfação mais ampla com a gestão do primeiro-ministro Edi Rama, alvo de pedidos de renúncia por parte dos manifestantes. O descontentamento popular foi intensificado por acusações de corrupção envolvendo projetos de desenvolvimento costeiro, incluindo iniciativas ligadas a Jared Kushner, o que aprofundou as críticas sobre a desigualdade social no país.

Autoridades governamentais, incluindo a vice-primeira-ministra Albana Koçiu, condenaram veementemente os atos de vandalismo e a destruição de bens públicos. Enquanto o governo busca conter a crise, o saldo oficial dos distúrbios aponta para 23 detenções e diversos feridos, incluindo agentes de segurança e profissionais da imprensa que cobriam o evento.

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