Maurício impõe toque de recolher após protestos violentos
O governo de Maurício decretou toque de recolher noturno em 15 zonas, entre elas Port Louis, após distúrbios iniciados na noite de segunda-feira em Abercrombie.
Pontos principais
- Toque de recolher das 20h30 de terça (13) às 6h de quarta (14), em 15 zonas, entre elas Port Louis
- Distúrbios começaram na noite de segunda (12) em Abercrombie, na periferia de Sainte-Croix, com projéteis contra o posto policial e uso de gás lacrimogêneo
- Segundo a polícia, citada pelo primeiro-ministro, o grupo que incita ódio seria financiado por traficantes de drogas
- Ramgoolam classificou como imperdoável um ato cometido por policiais, sem responsabilizar a corporação como um todo
- A MBC relata 14 pessoas presas na terça-feira (13)
- Mulher de 27 anos operada por sete horas no hospital Jeetoo, em Port Louis; a equipe médica diz que ela está consciente e movimenta os quatro membros
- Isenções: urgências médicas, compra de remédios e produtos essenciais, e trajetos ao aeroporto Sir Seewoosagur Ramgoolam e ao porto de Port Louis
O governo de Maurício decretou o toque de recolher depois de uma noite de distúrbios em Abercrombie, na periferia de Sainte-Croix, onde manifestantes atacaram o posto policial. Moradores ouvidos pela MBC citaram a água, o preço do combustível e o custo dos supermercados como queixas.
Em pronunciamento na noite de terça, o primeiro-ministro Navin Ramgoolam pediu que a imprensa e as redes sociais checem as informações antes de divulgá-las, e disse que toda ação antipatriótica merece consequências. Ele afirmou que a polícia deve agir com firmeza e discernimento.
A Mauritius Tourism Authority informa que o decreto foi emitido pelo comissário de polícia, com aprovação do ministro e base no artigo 13C da Police Act, e que vale só para essa noite. Ramgoolam disse que o Conselho de Ministros se reúne na quarta-feira (14), às 14h30, para reavaliar a situação e decidir os próximos passos.
Fontes primárias
Discurso do primeiro-ministro Navin Ramgoolam à nação (13/10/2026), transmitido no início do Le 19h30 da MBC
Ramgoolam anuncia que o Conselho de Ministros decidiu, no interesse da segurança da população, um couvre-feu das 20h30 de 13/10 às 6h da manhã seguinte. Pede que os mauricianos cumpram o toque de recolher e estejam em casa antes das 20h30; prevê exceções para doentes, urgências e serviços essenciais. Afirma que a polícia e a SMF agirão com firmeza e discernimento. Atribui a violência a um grupo que incita ódio, e diz que, segundo a polícia, ele seria financiado e enviado por traficantes de drogas que se sentem ameaçados. Pede responsabilidade à imprensa e às redes sociais na checagem de informações e promete identificar os incendiários e aplicar consequências pesadas a quem cometeu atos ilegais. Pronunciamento no início da edição (aprox. 0:35 a 9:30). Transcrição automática: trechos parafraseados.
Communiqué – Curfew (comunicado da Mauritius Tourism Authority, 13/10/2026)
Comunicado oficial da autoridade de turismo: o couvre-feu foi decretado pelo Comissário de Polícia, com aprovação do ministro competente, com base no artigo 13C da Police Act. Vale das 20h30 de 13/10 às 6h do dia seguinte, nas 15 zonas expressamente designadas no decreto. O decreto autoriza deslocamentos para urgências médicas, compra de remédios e produtos essenciais, e trajetos ao aeroporto internacional Sir Seewoosagur Ramgoolam e ao porto de Port-Louis. Os operadores do setor devem informar os clientes da obrigação de permanecer em casa, salvo exceção legal ou permissão.
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