Bukele planeja libertar até 50% dos presos sob estado de emergência
Governo de El Salvador estuda soltura condicional de detentos acusados de colaborar com gangues durante o regime de exceção vigente desde 2022.
Pontos principais
- O plano prevê a libertação de até metade das mais de 90 mil pessoas presas desde março de 2022.
- A medida foca em indivíduos classificados como colaboradores de gangues, como vigias ou vítimas de extorsão.
- O estado de emergência foi fundamental para a redução drástica da taxa de homicídios no país.
- Organizações de direitos humanos reportaram mais de 6 mil denúncias e 575 mortes sob custódia estatal.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou um plano para conceder liberdade antecipada e condicional a até 50% das mais de 90 mil pessoas detidas sob o estado de emergência, em vigor desde março de 2022. A medida visa especificamente indivíduos classificados como colaboradores de gangues, categoria que abrange desde vigias até cidadãos forçados a realizar pagamentos de extorsão. O governo defende que a iniciativa marca um passo em direção ao encerramento do regime de exceção, que foi implementado para combater facções como a MS-13 e a Barrio 18.
Embora a estratégia de segurança tenha resultado em uma queda drástica na taxa de homicídios, a política prisional enfrenta críticas severas. Organizações de direitos humanos registraram mais de 6 mil denúncias de abusos e documentaram a morte de pelo menos 575 pessoas sob custódia estatal. O governo sustenta que a libertação condicional é um ajuste necessário na gestão do sistema prisional, enquanto mantém o compromisso de garantir a segurança pública alcançada nos últimos anos.
