Juristas internacionais acusam o governo de Nayib Bukele em El Salvador de cometer "crimes contra a humanidade" durante o regime de exceção contra gangues.
Um grupo de juristas internacionais acusou o governo de El Salvador, liderado por Nayib Bukele, de cometer "crimes contra a humanidade" em sua campanha contra as gangues. As denúncias, apresentadas por cinco especialistas do Grupo Internacional de Especialistas para a Investigação de Violações de Direitos no Marco do Estado de Exceção em El Salvador (Gipes) durante uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), incluem torturas, desaparecimentos, encarceramentos ilegais – inclusive de crianças –, assassinatos e violência sexual.
Em resposta, a vice-chanceler salvadorenha, Adriana Mira, rejeitou as acusações, afirmando que não há desaparecimentos forçados no país. No entanto, dados apresentados pelos juristas indicam 403 mortes sob custódia estatal e 540 casos de desaparecimento forçado desde a implementação do estado de exceção. A estratégia de Bukele, embora tenha sido eficaz na redução da violência, é criticada pela concentração de poderes e pela reeleição sem limites.
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