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Juristas acusam governo de El Salvador de crimes contra a humanidade

Juristas internacionais acusam o governo de Nayib Bukele em El Salvador de cometer "crimes contra a humanidade" durante o regime de exceção contra gangues.

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Foto: G1 Mundo
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11/03 às 00:00

Pontos principais

  • Um grupo de juristas internacionais acusou o governo de El Salvador de "crimes contra a humanidade".
  • As acusações incluem torturas, desaparecimentos, encarceramentos ilegais e violência sexual.
  • O relatório foi apresentado por especialistas do Gipes durante uma audiência da CIDH.
  • A vice-chanceler salvadorenha rejeitou as acusações de desaparecimentos forçados.
  • Dados apontam 403 mortes sob custódia estatal e 540 casos de desaparecimento forçado durante o estado de exceção.

Um grupo de juristas internacionais acusou o governo de El Salvador, liderado por Nayib Bukele, de cometer "crimes contra a humanidade" em sua campanha contra as gangues. As denúncias, apresentadas por cinco especialistas do Grupo Internacional de Especialistas para a Investigação de Violações de Direitos no Marco do Estado de Exceção em El Salvador (Gipes) durante uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), incluem torturas, desaparecimentos, encarceramentos ilegais – inclusive de crianças –, assassinatos e violência sexual.

Em resposta, a vice-chanceler salvadorenha, Adriana Mira, rejeitou as acusações, afirmando que não há desaparecimentos forçados no país. No entanto, dados apresentados pelos juristas indicam 403 mortes sob custódia estatal e 540 casos de desaparecimento forçado desde a implementação do estado de exceção. A estratégia de Bukele, embora tenha sido eficaz na redução da violência, é criticada pela concentração de poderes e pela reeleição sem limites.

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