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Bank of America é multado em US$ 1,2 bilhão nos EUA por falhas contra lavagem

O FinCEN, órgão do Tesouro dos EUA, multou o Bank of America em US$ 1,2 bilhão por falhas que levaram a deixar de reportar, ou reportar com atraso, mais de US$ 5 bilhões em transações suspeitas.

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Foto: SCMP - China
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14/10 às 09:32, atualizado 15:02

Pontos principais

  • O FinCEN impôs ao Bank of America, N.A. multa civil de US$ 1,2 bilhão por violações da Bank Secrecy Act (BSA).
  • Entre janeiro de 2018 e julho de 2025, o banco deixou de reportar, ou reportou com atraso, mais de US$ 5 bilhões em atividade suspeita.
  • Cerca de US$ 1 bilhão desse total tinha riscos de segurança nacional e outras prioridades, como redes chinesas de lavagem de dinheiro, fraude e lavagem baseada em comércio com nexo na fronteira sudoeste dos EUA.
  • Dos US$ 1,2 bilhão, US$ 750 milhões são pagos à Controladoria da Moeda (OCC), em investigação paralela, e abatidos desta multa; o banco paga US$ 450 milhões ao Tesouro.
  • A Office of Foreign Assets Control (OFAC) aplicou em separado multa de US$ 11 milhões.
  • A ordem exige revisão, por consultor independente proposto pelo banco e sujeito a veto do FinCEN, das transações desde janeiro de 2022, com relatório até dezembro de 2028.

O FinCEN atribui as falhas ao Event Processor, o sistema interno do banco que agrupa alertas de transações suspeitas. Segundo a agência, os pesos de risco do sistema não estavam ancorados no risco real: 76% deles ficaram inalterados entre 2018 e 2023, e fatores ligados a dinheiro em espécie pesavam 1 ponto mesmo com taxa de relatórios de atividade suspeita (SARs) acima de 50%. Em dezembro de 2023, após contato com reguladores, o banco reduziu de 20 para 10 ou 12 pontos o limiar que disparava investigação.

Segundo o FinCEN, as falhas persistiram por anos apesar de avisos do próprio pessoal de compliance e de testes internos. Em vários anos do período, mais de um terço das investigações partiu de eventos externos, como encaminhamentos de autoridades, pedidos entre instituições financeiras e intimações, e não dos controles do banco. O Bank of America admite os fatos da ordem, mas a admissão de intenção (willfulness) vale só no sentido civil da lei, em que negligência grave ou cegueira deliberada bastam.

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