Quarenta anos após passagem do cometa Halley, legado científico perdura
Embora a aparição de 1986 tenha frustrado o público, missões espaciais transformaram o conhecimento sobre a composição dos cometas.
Pontos principais
- O cometa Halley orbita o sistema solar interno em ciclos de aproximadamente 76 anos.
- A visibilidade em 1986 foi prejudicada pela poluição luminosa e pela posição orbital do astro.
- Sondas como a Giotto e as missões VEGA revelaram que o núcleo do cometa é escuro e irregular.
- O cometa atingiu seu ponto mais distante do Sol em 2023 e retornará em 2061.
- Os detritos deixados pelo Halley na órbita terrestre são responsáveis pela chuva de meteoros Orionídeos.
O ano de 2026 marca o 40º aniversário da última passagem do cometa Halley pelo sistema solar interno. Embora o evento de 1986 tenha sido amplamente considerado uma decepção pelo público geral devido à baixa visibilidade e condições desfavoráveis, a ocasião representou um marco histórico para a astronomia moderna. Pela primeira vez, uma campanha internacional enviou sondas espaciais, como a Giotto e as missões VEGA, para estudar o astro de perto.
As descobertas dessas missões revelaram que o núcleo do cometa possui um formato irregular, semelhante a uma batata, e expele jatos de poeira ao ser aquecido pelo Sol. Após atingir seu afélio em dezembro de 2023, o objeto segue sua trajetória rumo ao próximo retorno, previsto para o verão de 2061. Além de seu valor científico, o cometa continua presente na órbita terrestre através dos detritos que geram a chuva de meteoros Orionídeos anualmente.
