Bradseg mira baixa cobertura de seguros no Brasil e prioriza rentabilidade
No Brasil, a Bradseg, holding de seguros do Bradesco, quer ampliar sua participação explorando a baixa cobertura de famílias e empresas sem abrir mão de rentabilidade, segundo o presidente Ney Dias.
Pontos principais
- Ney Dias assumiu a presidência em maio, após os ativos de saúde do Bradesco irem para a Bradsaúde; no primeiro ano, a Bradseg avalia estrutura, governança e sinergias com a nova companhia.
- A carteira de automóveis gira entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões por ano, e a divisão Auto/RE faturou R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre, alta de 1,8%.
- No seguro rural, a área plantada protegida por apólices caiu de 14% em 2021 para cerca de 3% em 2025, segundo a CNSeg.
- Desde o início de 2026, o IOF incide sobre aportes acima de R$ 600 mil por ano em planos VGBL, e a empresa vê oportunidade no PGBL.
- Dias afirma que há um expressivo déficit de cobertura de seguros no país, e a Bradseg amplia canais e parcerias B2B2C com bancos, cooperativas e varejistas.
- A Bradseg diz que continua com apetite para o seguro rural, apesar de o setor estar em dificuldade após cortes na subvenção do governo.
A Bradseg, holding de seguros do Bradesco, não vai sacrificar rentabilidade para crescer em ramos com disputa excessiva de preços, como o de automóveis, segundo Ney Dias, presidente da companhia desde maio. Segundo ele, a empresa mantém uma rentabilidade mínima para não acumular carteira deficitária quando os juros caírem. Ele também afirma que, com juros altos, algumas seguradoras buscam mais o ganho financeiro sobre o float do que o resultado operacional, o que considera não saudável no médio e longo prazo.
No seguro rural brasileiro, o mercado está em dificuldade após cortes na subvenção do governo, mas a Bradseg diz que continua com apetite para o segmento. A companhia vê potencial após a aprovação do Marco Legal que torna obrigatórias as despesas públicas com subsídios ao setor.
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