Ações da Bradsaúde recuam até 10% após alta na sinistralidade no 2º tri
Apesar de lucro de R$ 1,1 bilhão, papéis da Bradsaúde caíram após a sinistralidade subir para 83,8% no segundo trimestre de 2026.
Pontos principais
- As ações da Bradsaúde (SAUD3) registraram queda superior a 10% no pregão desta terça-feira.
- O lucro líquido da companhia atingiu R$ 1,1 bilhão no período, um crescimento de 25% na comparação anual.
- O índice de sinistralidade subiu para 83,8%, pressionado por fatores sazonais e demanda represada pós-Carnaval.
- Analistas de mercado questionaram a qualidade operacional do balanço, destacando que o lucro foi sustentado por cortes de despesas e resultados financeiros.
As ações da Bradsaúde, holding que engloba a Bradesco Saúde e a Odontoprev, encerraram o pregão com forte desvalorização após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. Embora a companhia tenha reportado um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão — um avanço de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior —, o mercado reagiu negativamente ao aumento do índice de sinistralidade, que atingiu 83,8%. O indicador foi impactado por fatores sazonais e pelo aumento da demanda por procedimentos médicos após o Carnaval. O CEO Carlos Marinelli defendeu a resiliência do negócio, argumentando que a sinistralidade em uma janela de 12 meses permanece estável em 83,3%, mas a explicação não foi suficiente para conter a pressão vendedora sobre os papéis, que chegaram a atingir a mínima de R$ 14,37 durante o dia. Analistas de instituições como XP e Citi apontaram que o desempenho financeiro foi impulsionado por uma redução de 18% nas despesas operacionais e pelo forte resultado da Atlântica Hospitais, e não por uma melhora na performance operacional do setor de saúde. A divergência entre o lucro nominal e a fragilidade das tendências operacionais subjacentes gerou cautela entre investidores, resultando em uma queda acentuada das ações na bolsa paulista.
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