Crise migratória em Ceuta deixa milhares de menores desabrigados
A resposta lenta do governo espanhol à crise migratória em Ceuta resulta em condições precárias e denúncias de abusos contra menores desabrigados.
Pontos principais
- Milhares de menores desacompanhados permanecem em situação de rua após crise na fronteira.
- Impasse entre governo nacional e prefeitura de Ceuta trava o uso de verbas destinadas ao acolhimento.
- Anistia Internacional denunciou casos de maus-tratos e abuso sexual por soldados espanhóis.
- Polícia realiza ações de desocupação de acampamentos improvisados na cidade.
A gestão da crise migratória em Ceuta, na Espanha, enfrenta críticas severas devido à resposta lenta e improvisada das autoridades. Milhares de menores de idade, que chegaram sozinhos à cidade após uma crise de fronteira em julho, vivem atualmente em condições insalubres, dormindo em papelão ou acampamentos improvisados. Embora o governo espanhol tenha destinado mais de 90 milhões de euros para o atendimento desses jovens, um impasse administrativo com a prefeitura local impede a alocação eficiente dos recursos, deixando o número real de migrantes incerto.
Além da precariedade habitacional, a situação é agravada por denúncias graves de violações de direitos humanos. Um relatório da Anistia Internacional apontou alegações de maus-tratos e abuso sexual cometidos por soldados espanhóis contra os migrantes. Enquanto a polícia local iniciou operações para desocupar acampamentos, muitos adolescentes permanecem escondidos por medo de deportação, evidenciando a fragilidade da proteção estatal aos menores desacompanhados na região.
