Mulheres imigrantes denunciam assédio sexual em acampamento em Ceuta
Imigrantes acampadas em Ceuta relatam episódios de violência sexual e insegurança enquanto aguardam atendimento das autoridades espanholas.
Pontos principais
- O Sindicato Unificado de Polícia da Espanha registrou 15 casos de agressão sexual desde o final de julho.
- Autoridades judiciais confirmaram três processos criminais, resultando na prisão preventiva de dois suspeitos.
- O centro de acolhimento local opera com superlotação, forçando centenas de pessoas a dormirem ao relento.
- A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, reconheceu o atendimento a cinco vítimas e defendeu a criação de abrigos seguros.
Mulheres imigrantes que aguardam o processo de registro oficial em Ceuta, na Espanha, têm denunciado uma rotina de medo e assédio sexual. O grupo, composto por dezenas de mulheres, vive em condições precárias em um acampamento improvisado próximo ao centro de recepção de migrantes, que atualmente opera acima de sua capacidade. A vulnerabilidade das migrantes é agravada pela exposição ao relento e pela demora no atendimento das autoridades locais. A situação ganhou repercussão após o Sindicato Unificado de Polícia registrar 15 casos de agressão sexual desde o final de julho, a maioria envolvendo menores de idade. O governo espanhol, por meio da ministra da Saúde, Mónica García, confirmou o suporte a vítimas e reforçou a urgência de medidas para garantir a segurança dessas pessoas em trânsito.
