Taxas do Tesouro Direto recuam com expectativa eleitoral
Taxas dos títulos públicos caem após pesquisas eleitorais mostrarem Flávio Bolsonaro à frente de Lula, apesar da inflação acima do esperado.
Pontos principais
- Taxas dos títulos do Tesouro Direto registraram queda nesta sexta-feira (9).
- Pesquisas Datafolha e AtlasIntel indicam Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno.
- IPCA de setembro subiu 0,82%, superando a expectativa de 0,76%.
- Inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,58%, superando o teto da meta do Banco Central.
- Mercado financeiro projeta maior disciplina fiscal em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto apresentaram recuo nesta sexta-feira (9), reagindo a um cenário político que favorece a percepção de maior rigor fiscal. O movimento foi impulsionado pela divulgação de pesquisas eleitorais, como Datafolha e AtlasIntel, que apontam Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Investidores interpretam essa liderança como um sinal de possível controle de gastos e juros menores no futuro.
O otimismo do mercado ocorreu mesmo diante de dados inflacionários acima do esperado. O IPCA de setembro registrou alta de 0,82%, superando a mediana de 0,76% prevista pelo consenso da Bloomberg, o que elevou a inflação acumulada em 12 meses para 4,58%, acima do teto da meta do Banco Central. Apesar da pressão inflacionária, o Ibovespa mantém trajetória positiva, acumulando alta de 8,7% na semana.
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