Polícia Federal investiga incêndios e ameaças em universidades federais
O Ministério da Educação acionou a Polícia Federal para investigar uma série de incêndios na UFPE e ameaças contra a comunidade acadêmica em diversas instituições.
Pontos principais
- A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as causas de um incêndio de grandes proporções na UFPE.
- O incêndio na UFPE, ocorrido em 7 de outubro, destruiu laboratórios e causou prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
- A instituição registrou três incêndios distintos em diferentes prédios do campus em um intervalo de oito dias.
- O Ministério da Educação anunciou a construção de um novo prédio de 7 mil metros quadrados para repor as instalações da UFPE.
- Estudantes de pós-graduação da UFPE terão prazos estendidos e acesso a programas de doutorado-sanduíche no exterior.
- A Universidade Federal Fluminense (UFF) também acionou a Polícia Federal após receber ameaças de ataques em redes sociais.
- O ministro da Educação, Leonardo Barchini, solicitou investigação da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF.
- A Advocacia-Geral da União designou uma comissão de procuradores para acompanhar as apurações dos incidentes.
- Não houve registro de feridos nos episódios de incêndio ocorridos na UFPE.
- Peritos federais utilizam robôs e drones para analisar a dinâmica dos incêndios e descartar causas acidentais.
A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar as causas de um incêndio de grandes proporções que atingiu a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na noite de 7 de outubro de 2026. O incidente, que destruiu laboratórios de fármacos, informática e genética, é o terceiro registro de fogo na instituição em um intervalo de apenas oito dias. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, estima que o prejuízo total, incluindo equipamentos, insumos e a perda de dados de duas décadas de pesquisas, alcance a marca de R$ 100 milhões.
Diante da gravidade dos fatos, o Ministério da Educação anunciou um plano de reconstrução que inclui a edificação de um novo prédio de 7 mil metros quadrados na universidade, com investimento previsto de R$ 28 milhões. Para mitigar os danos acadêmicos, a instituição oferecerá extensão de prazos para estudantes de pós-graduação e abrirá chamamentos especiais para doutorado-sanduíche. A Advocacia-Geral da União também designou uma comissão de procuradores para acompanhar de perto o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Paralelamente, o governo federal decidiu ampliar o escopo das investigações para abranger ameaças de ataques e agressões contra estudantes que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens. A Universidade Federal Fluminense (UFF) relatou ter sido alvo de intimidações similares, o que levou a instituição a solicitar reforço de segurança e o apoio da Polícia Federal. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o governo não tolerará ações que coloquem em risco a integridade física da comunidade acadêmica ou o patrimônio público das universidades federais.
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