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EUA suspendem Microsoft, Adobe e empresas de TI de programa de vistos

O governo americano suspendeu a certificação laboral permanente de grandes empresas de tecnologia, visando priorizar a contratação de trabalhadores americanos.

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Foto: Axios - Main
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08/10 às 12:45 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • O vice-presidente JD Vance anunciou a suspensão da Microsoft, Adobe, Cognizant, Infosys, Tata, Wipro, HCL e Capgemini do programa PERM.
  • A medida impede o processamento de novas solicitações ou a continuidade de pedidos pendentes de certificação laboral permanente para essas companhias.
  • O secretário do Trabalho, Keith Sonderling, justificou a decisão citando múltiplas investigações federais ativas contra as empresas listadas.
  • O governo dos EUA alega que a medida visa combater fraudes e incentivar a contratação de mão de obra local no setor de tecnologia.
  • Dados oficiais indicam que as empresas afetadas somam quase 3 milhões de pedidos de trabalhadores estrangeiros desde 2009.
  • O governo também iniciou investigações sobre nove universidades por suposto abuso de programas de vistos para estudantes internacionais.
  • Apesar da restrição, o presidente Donald Trump manterá a entrega da Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação ao CEO da Microsoft, Satya Nadella.

O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão imediata da Microsoft, Adobe e outras seis grandes empresas de tecnologia do programa de certificação laboral permanente, conhecido como PERM. A decisão, comunicada pelo vice-presidente JD Vance e pelo secretário do Trabalho, Keith Sonderling, impede que essas companhias submetam novos pedidos ou deem continuidade a processos pendentes de residência permanente para trabalhadores estrangeiros qualificados.

Segundo o secretário Keith Sonderling, a medida foi motivada pela existência de múltiplas investigações federais ativas envolvendo essas corporações. O vice-presidente JD Vance afirmou que a ação faz parte de um esforço da administração para combater abusos no sistema de vistos e pressionar o setor de tecnologia a priorizar a contratação de trabalhadores americanos. O impacto da decisão é significativo, dado que as empresas afetadas — que incluem nomes como Cognizant, Infosys, Tata, Wipro, HCL e Capgemini — registraram quase 3 milhões de solicitações de trabalhadores estrangeiros desde 2009.

Além das restrições às empresas de TI, o governo americano informou que está investigando nove universidades, incluindo instituições de elite como Harvard, Yale e Stanford, por suspeitas de irregularidades no uso de vistos para estudantes internacionais. Apesar do endurecimento das políticas de imigração laboral, a Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump prosseguirá com a entrega da Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação ao CEO da Microsoft, Satya Nadella.

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