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Governo Trump suspende Microsoft e outras big techs de programa de green card

Administração americana barrou empresas de tecnologia do programa PERM, alegando fraudes e a necessidade de priorizar a contratação de trabalhadores locais.

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Foto: G1 - Economia
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08/10 às 12:02 · atualizado 15:33

Pontos principais

  • O governo dos EUA suspendeu a Microsoft, Adobe, Cognizant, Infosys e outras empresas do programa PERM.
  • A medida impede que essas companhias patrocinem trabalhadores estrangeiros para a obtenção de residência permanente.
  • O vice-presidente JD Vance justificou a decisão citando alegações de fraude no uso de vistos H-1B.
  • O governo acusa a Microsoft de demitir 6.000 americanos enquanto contratava milhares de estrangeiros.
  • A ofensiva visa pressionar empresas de tecnologia a priorizar a contratação de mão de obra norte-americana.
  • Nove universidades de elite, incluindo Harvard e Yale, também serão investigadas por uso inadequado de vistos.
  • A suspensão ocorre em um momento de endurecimento das políticas migratórias sob a gestão de Donald Trump.
  • A Microsoft não forneceu comentários imediatos sobre a decisão do governo federal.
  • O anúncio foi feito pouco antes da entrega da Medalha Nacional de Tecnologia ao CEO da Microsoft, Satya Nadella.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, anunciou a suspensão da Microsoft, Adobe e diversas empresas de tecnologia e consultoria do programa PERM. A iniciativa impede que essas companhias solicitem ou deem continuidade a processos de certificação permanente de trabalho, essenciais para que funcionários estrangeiros obtenham o green card. A medida faz parte de uma ofensiva mais ampla da Casa Branca para restringir a imigração e exigir que grandes corporações priorizem a contratação de trabalhadores norte-americanos.

O vice-presidente JD Vance liderou o anúncio, justificando a punição com alegações de fraude sistemática no uso de vistos H-1B. Segundo o governo, a Microsoft teria demitido cerca de 6.000 funcionários americanos no último ano, enquanto mantinha um alto volume de contratações de estrangeiros e solicitações de residência. Vance afirmou que a prática configura uma discriminação contra a força de trabalho local e que o governo não tolerará abusos nos programas migratórios vigentes.

Além das empresas de tecnologia, o governo Trump iniciou investigações contra nove universidades de elite, incluindo Harvard, Yale e Stanford, por suspeitas de irregularidades no uso de vistos para estudantes e pesquisadores estrangeiros. A decisão de barrar as big techs do programa de residência permanente marca um ponto de tensão entre a administração federal e o setor de tecnologia, que depende fortemente de talentos globais para manter suas operações. Até o momento, as empresas afetadas não emitiram comunicados oficiais detalhando como a suspensão impactará suas estratégias de retenção de talentos a longo prazo.

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