Sistema proporcional limita cadeiras do PSOL em São Paulo
Mesmo com votação recorde, PSOL elegeu menos deputados que o PT em SP devido às regras do quociente eleitoral e ao desempenho individual dos nomes.
Pontos principais
- Erika Hilton foi a deputada federal mais votada da história de São Paulo em 2026.
- A federação PSOL/Rede obteve 3 milhões de votos, mas elegeu apenas seis parlamentares.
- O PT e aliados somaram 2,5 milhões de votos e conquistaram 11 cadeiras na Câmara.
- A legislação exige que candidatos alcancem 10% do quociente eleitoral para assumir as vagas conquistadas pelo partido.
Nas eleições de 2026 em São Paulo, o PSOL enfrentou um descompasso entre o volume total de votos recebidos e o número de cadeiras conquistadas na Câmara dos Deputados. Embora a federação PSOL/Rede tenha superado a marca de 3 milhões de votos, o grupo elegeu apenas seis parlamentares, enquanto a federação do PT, com 2,5 milhões de votos, garantiu 11 assentos. O resultado foi impulsionado pela votação histórica de Erika Hilton, que se tornou a deputada mais votada do estado.
A disparidade é explicada pelo sistema proporcional brasileiro, que impõe um piso de desempenho individual para que os candidatos ocupem as vagas obtidas pela legenda. Apenas seis nomes da federação PSOL/Rede atingiram o patamar mínimo de 10% do quociente eleitoral exigido pela lei. Especialistas apontam que a complexidade do cálculo das sobras eleitorais e a distribuição interna dos votos impediram uma conversão mais eficiente do apoio popular em representação parlamentar efetiva.
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