Investigação revela venda de material de abuso infantil via TikTok e Pix
Criminosos usam o TikTok para atrair compradores de conteúdo ilegal, utilizando o Telegram para negociações e contas de terceiros para pagamentos.
Pontos principais
- Plataformas como TikTok e Telegram são usadas para promover e vender arquivos de abuso sexual infantil.
- Pagamentos são realizados via Pix em contas de terceiros para dificultar o rastreamento policial.
- Os pacotes de conteúdo ilegal são comercializados por valores entre R$ 10 e R$ 130.
- A Polícia Federal afirma que o rastro deixado pelas transações bancárias permite identificar os envolvidos.
- TikTok e Telegram declararam que possuem políticas de moderação para banir contas e remover conteúdos ilegais.
Uma investigação revelou que criminosos utilizam o TikTok como vitrine para atrair interessados na compra de material de abuso sexual infantil. Após o contato inicial na rede social, as negociações são transferidas para o Telegram, onde os arquivos são vendidos em pacotes que variam de R$ 10 a R$ 130. Para evitar a identificação, os criminosos utilizam contas bancárias de terceiros, incluindo de vítimas, para receber os pagamentos via Pix.
Apesar da tentativa de anonimato, a Polícia Federal ressalta que as transações financeiras deixam rastros digitais que permitem o rastreamento e a responsabilização dos envolvidos. Em resposta às denúncias, o TikTok e o Telegram afirmaram que mantêm sistemas de moderação ativos para identificar e banir contas que violam suas políticas de segurança, removendo grupos e conteúdos ilegais das plataformas.
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