Emissão de novas cotas por FIIs para compra de imóveis gera alerta
Fundos imobiliários usam novas cotas para adquirir imóveis, estratégia que pode diluir investidores e pressionar o preço dos ativos no mercado.
Pontos principais
- FIIs movimentaram ao menos R$ 3 bilhões em 2026 emitindo cotas para expansão patrimonial.
- A estratégia dilui a participação de cotistas atuais e pode reduzir dividendos.
- Vendedores de imóveis preferem receber cotas para adiar o pagamento de imposto de renda.
- A CVM passou a exigir laudos independentes e aprovação em assembleia para essas operações.
Fundos imobiliários brasileiros têm adotado a emissão de novas cotas como principal moeda para a compra de imóveis, evitando o uso de caixa. A prática, que movimentou cerca de R$ 3 bilhões em 2026, é atrativa para vendedores de imóveis por permitir o diferimento de impostos sobre o lucro da transação. Contudo, o movimento gera preocupação entre investidores, pois a diluição da participação pode impactar negativamente a distribuição de dividendos e pressionar o preço das cotas, como observado recentemente no caso do fundo TRXF11.
Para mitigar os riscos aos investidores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) implementou novas diretrizes que disciplinam essas aquisições. Agora, os fundos são obrigados a apresentar laudos de avaliadores independentes e obter aprovação prévia em assembleia de cotistas. Essas medidas visam garantir maior transparência e proteger o patrimônio dos investidores diante da estratégia de expansão agressiva adotada por diversos gestores no mercado atual.
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