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Pesquisadores do MIT criam bateria ingerível que se dissolve no corpo

Nova bateria bioabsorvível feita de magnésio e molibdênio promete alimentar dispositivos médicos e se degradar naturalmente no trato digestivo.

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Foto: Época Negócios
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22/09 às 12:45

Pontos principais

  • A bateria utiliza materiais seguros, como magnésio e trióxido de molibdênio, para substituir componentes tóxicos de baterias convencionais.
  • O dispositivo opera com um eletrólito em gel de líquido iônico e pode alimentar sensores como etiquetas RFID.
  • Testes laboratoriais indicam que a bateria mantém o funcionamento por cerca de três dias antes de iniciar a degradação.
  • A tecnologia visa viabilizar cápsulas inteligentes que estimulam hormônios como a grelina no estômago.
  • A equipe do MIT projeta o início dos ensaios clínicos com a nova tecnologia para daqui a dois anos.

Pesquisadores do MIT desenvolveram uma bateria bioabsorvível projetada para alimentar dispositivos médicos ingeríveis com segurança. O dispositivo é composto por magnésio e trióxido de molibdênio, materiais que permitem a sua degradação natural no trato gastrointestinal, eliminando os riscos associados às baterias convencionais de lítio ou prata caso ocorram danos internos.

Em testes laboratoriais, a tecnologia demonstrou capacidade de alimentar etiquetas RFID e cápsulas estimuladoras de grelina por um período de até três dias. O projeto representa um avanço significativo para a medicina diagnóstica e terapêutica, com a equipe de cientistas planejando iniciar os primeiros ensaios clínicos em humanos dentro de dois anos.

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