Pesquisadores da UFSCar criam bateria sustentável com bactérias
Cientistas brasileiros desenvolveram uma bateria de íon zinco que mantém desempenho após 2.500 ciclos de recarga utilizando bactérias modificadas.
Pontos principais
- A bateria utiliza materiais orgânicos derivados da bactéria Escherichia coli modificada geneticamente.
- O dispositivo alcançou 2.500 ciclos de carga e descarga sem perda de capacidade em testes laboratoriais.
- O processo de fabricação em biorreatores dispensa altas temperaturas e pressões, reduzindo o impacto ambiental.
- A tecnologia busca oferecer uma alternativa mais barata e sustentável às tradicionais baterias de íon de lítio.
- O estudo foi publicado no Journal of Energy Storage e busca parceiros industriais para escalonamento.
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma nova tecnologia de bateria de íon zinco que utiliza bactérias Escherichia coli geneticamente modificadas. O projeto, iniciado em 2017, propõe uma alternativa mais sustentável e econômica em comparação às baterias de íon de lítio, amplamente utilizadas no mercado atual. A produção ocorre em biorreatores, um método que elimina a necessidade de altas temperaturas e pressões, diminuindo significativamente a pegada ambiental do processo de fabricação. Em testes laboratoriais, a bateria demonstrou alta durabilidade, mantendo sua capacidade total após 2.500 ciclos de recarga. Os resultados foram publicados no Journal of Energy Storage, e a equipe agora busca parcerias com o setor industrial para viabilizar a aplicação da tecnologia em escala comercial, o que poderia representar um avanço importante para o armazenamento de energia limpa.
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