Governo autoriza testes para elevar mistura de etanol na gasolina a 35%
A nova composição da gasolina comum gera preocupações sobre possíveis danos mecânicos em veículos, especialmente nos modelos mais antigos.
Pontos principais
- O governo federal autorizou testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina de 32% para 35%.
- Especialistas apontam riscos de corrosão em componentes como bombas de combustível e bicos injetores.
- Veículos mais antigos, sem injeção eletrônica, são os mais suscetíveis a falhas e perda de potência.
- A manutenção preventiva é recomendada para mitigar os impactos da nova mistura no motor.
O governo brasileiro deu início a uma fase de testes para elevar a concentração de etanol na gasolina comum para 35%. A medida, que visa ampliar o uso de biocombustíveis na matriz energética nacional, tem gerado debates entre especialistas do setor automotivo sobre a integridade dos veículos em circulação no país.
O principal receio técnico envolve a corrosão de componentes metálicos e plásticos, como bombas de combustível, carburadores e bicos injetores. Veículos mais antigos, que não possuem sistemas de injeção eletrônica adaptados para altas taxas de álcool, são considerados os mais vulneráveis a falhas e perda de potência. Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam a manutenção preventiva rigorosa e, em casos específicos, ajustes técnicos no módulo de injeção ou adaptações mecânicas para garantir o funcionamento adequado do motor com a nova composição do combustível.
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