Aumento de etanol na gasolina para 32% gera alerta para carros antigos
O CNPE aprovou a mistura de 32% de etanol na gasolina, levantando preocupações sobre possíveis falhas mecânicas em veículos fabricados antes de 2000.
Pontos principais
- O CNPE elevou a proporção de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.
- Veículos produzidos antes de 2000 e modelos carburados correm maior risco de corrosão e falhas.
- A Anfavea critica a medida por falta de validação técnica sobre durabilidade e emissões.
- Especialistas sugerem revisão em componentes como mangueiras e bombas de combustível para modelos antigos.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para 32%, uma medida que visa ampliar o uso de biocombustíveis no país. Embora os veículos flex modernos possuam sistemas eletrônicos capazes de se adaptar automaticamente à nova composição, a decisão gerou preocupações técnicas. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) contesta a alteração, argumentando que não foram realizados testes suficientes para garantir a durabilidade dos componentes e o impacto real nas emissões de poluentes. Proprietários de veículos fabricados antes de 2000 e modelos com carburador devem redobrar a atenção, pois a maior concentração de etanol pode acelerar a corrosão de mangueiras, bombas de combustível e bicos injetores. Especialistas recomendam que donos de carros mais antigos realizem inspeções preventivas para evitar falhas de desempenho e danos ao sistema de alimentação.
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