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Mistura de etanol na gasolina sobe para 32% a partir deste sábado

O governo federal elevou a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina comum para 32% por 180 dias, visando reduzir a dependência de importações.

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Foto: G1 - Economia
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31/07 às 13:15 · atualizado 01/08 às 00:31

Pontos principais

  • O percentual de etanol anidro na gasolina comum passa de 30% para 32% a partir deste sábado (1º).
  • A medida tem validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.
  • A gasolina premium permanece com o percentual fixado em 25% de etanol anidro.
  • O governo estima reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 900 milhões de litros por ano.
  • A decisão busca fortalecer a soberania energética diante da volatilidade dos preços do petróleo.
  • Especialistas alertam para possíveis desgastes em componentes de veículos mais antigos, como carburadores e mangueiras.
  • A nova regra permite uma tolerância metrológica de até 1 ponto percentual para variações operacionais.

A partir deste sábado, 1º de agosto de 2026, entra em vigor a nova determinação do governo federal que eleva a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina comum para 32%. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), possui caráter excepcional e terá vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por mais seis meses. O objetivo central da iniciativa é reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados, projetando uma economia anual de cerca de 900 milhões de litros de gasolina, em um cenário de busca por maior estabilidade frente às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Embora a mudança seja uma estratégia de segurança energética, ela levanta debates sobre o desempenho dos veículos. Mecânicos e especialistas apontam que modelos mais antigos, especialmente aqueles equipados com carburadores, podem sofrer com desgaste acelerado em componentes como bombas de combustível, bicos injetores e mangueiras devido à maior concentração de álcool. Além disso, há expectativas sobre o impacto no rendimento por quilômetro rodado e no consumo final. O governo reforça que a medida é temporária e que a gasolina premium está isenta da alteração, mantendo o teor de 25% de etanol.

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