Associações baianas são investigadas por fraude em créditos do Banco Master
Asteba e Asseba estão sob investigação por suposta origem fraudulenta de R$ 6,7 bilhões em créditos consignados ligados ao Banco Master.
Pontos principais
- O Banco Master teria vinculado R$ 6,7 bilhões em créditos às associações baianas Asteba e Asseba.
- Dados do governo da Bahia apontam que a carteira real das entidades não ultrapassa R$ 1 bilhão.
- Investigadores apuram a possível criação de carteiras fraudulentas para negociar créditos com o BRB.
- Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, é investigado por sua ligação com as associações.
As associações baianas Asteba e Asseba tornaram-se alvo de investigações após o Banco Master informar ao Banco Central que as entidades seriam a origem de créditos consignados negociados com o BRB. O caso ganhou relevância devido à discrepância nos valores declarados, já que o banco vinculou cerca de R$ 6,7 bilhões em créditos às associações, enquanto dados do governo da Bahia estimam que a carteira real das entidades não supera R$ 1 bilhão.
Os investigadores buscam esclarecer se houve a criação de carteiras fraudulentas para lastrear operações financeiras. O ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, está entre os investigados por sua suposta participação na estruturação desses ativos. O caso levanta preocupações sobre a integridade das operações de crédito consignado e a fiscalização de entidades que atuam como intermediárias em transações de grande volume no sistema financeiro.
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