Ministério Público investiga suposta propina de R$ 2,98 mi pela Casas Bahia
A varejista é alvo de investigação por suposto pagamento de propina a fiscais para acelerar a liberação de créditos de ICMS em São Paulo.
Pontos principais
- A investigação faz parte da Operação Ícaro, que apura fraudes no ressarcimento de ICMS-ST.
- O Ministério Público aponta que a empresa teria pago 1,5% do valor dos créditos liberados como propina.
- O escritório Buttini de Moraes é suspeito de atuar como intermediário entre empresas e servidores públicos.
- A Casas Bahia, atualmente em recuperação judicial, instaurou um Comitê Independente de Investigação para apurar o caso.
O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Ícaro para investigar um esquema de corrupção envolvendo a rede varejista Casas Bahia. A suspeita é que a companhia tenha realizado pagamentos de propina que somam R$ 2,98 milhões a agentes da Secretaria da Fazenda estadual, visando facilitar a liberação de créditos de ICMS-ST. Segundo as autoridades, o montante corresponderia a 1,5% do valor total dos créditos obtidos de forma irregular.
O esquema teria contado com a intermediação do escritório Buttini de Moraes, que é apontado como um elo entre diversas empresas e servidores públicos entre 2018 e 2025. Em resposta às acusações, a Casas Bahia, que passa por um processo de recuperação judicial, afirmou que criou um Comitê Independente de Investigação em março para apurar internamente as irregularidades apontadas pelas autoridades.
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